Correia-variadora-de-velociSabe aquelas peças do carro que o motorista só sabe que existem quando dão defeito? A correia dentada é uma delas. Seu caso é mais complicado porque ela só arrebenta (ou sai do lugar) quando o automóvel está em movimento, causando paradas de emergência no meio da rua. Sem a correia sincronizada (o nome “oficial” da peça), o motor simplesmente não dá a partida. E aí, só chamando o reboque.  

O ideal é fazer sempre a manutenção preventiva para evitar o problema. Rodar com a correia arrebentada ou fora do lugar pode empenar as válvulas, prejudicar os pistões e, em casos extremos, danificar o cabeçote, o que vai exigir a retífica do motor. Um prejuízo que pode passar de R$ 2 mil, evitável com a troca da correia – que não costuma custar mais de R$ 200. 

A correia dentada é responsável pelo sincronismo entre o virabrequim (eixo que faz os pistões se movimentarem) e o comando das válvulas. “Ela é o ‘maestro’ do motor, mantém tudo funcionando de forma sincronizada”. Simplificando, ela funciona como um “fusível” do motor. Quando a peça, feita de borracha, se rompe, o motor pára de funcionar. “Uma falha da correia faz com que as válvulas, as câmaras e os pistões ‘batam’ de forma desordenada. O risco de danificar gravemente o motor é grande”.

A vida útil das correias na maioria dos carros brasileiros é de 50 mil quilômetros. Deve-se consultar o manual do proprietário para saber com exatidão quando a troca deve ser feita. É recomendável, entretanto, fazer uma inspeção a cada 15 mil quilômetros. Se o carro trafega freqüentemente em áreas com terra e lama, que sujam a correia e aumentam seu desgaste, é bom fazer uma verificação antes desse prazo. “É importante notar que esse serviço não pode ser feito em casa, pois a correia dentada não fica exposta e sim dentro do motor. Cada modelo de automóvel exige técnicas e ferramentas específicas para a retirada e a inspeção da correia, que só pode ser feita por técnicos habilitados”. 

Na oficina, certifique-se de que as bordas e a parte interna da correia estão em boas condições, sem desgaste, rachaduras ou fragmentação. Confira e ajuste a tensão (a correia não deve ficar nem esticada demais, nem muito frouxa), o que deve ser feito com instrumentos especiais. E fique atento à limpeza da correia, que não deve ter óleo ou graxa em excesso. Confirmada a necessidade da troca da peça, também verifique as condições das polias pelas quais a correia desliza. Elas podem apresentar desgaste ou desalinho, devendo então também ser trocadas.